O ANJO E A TEMPESTADE
Um trovão retumbante ecoou pelo firmamento
Trazendo consigo mensagens de flagelo e destruição.
O desespero tomou conta do pequeno vilarejo.
Seus habitantes, pegos de surpresa, precipitaram-se.
Os ventos tornaram-se cada vez mais fortes…
Os nobres trancaram-se em seus castelos
Enquanto a plebe disputava espaço em choupanas.
O trovão rugia ameaçadoramente
Apavorando até mesmo o mais valente dos aldeões.
Os tementes suplicaram aos céus por misericórdia;
Crianças, sem mácula, jaziam estáticas de pavor.
O céu escureceu engolindo a claridade,
As trevas e a escuridão uniram-se pelo mesmo objetivo.
Não se encontrava um só profeta,
Nem mesmo um cético,
Apenas futuras vítimas do imutável Armagedon.
Subitamente um anjo apareceu
E tocando sua trombeta
A terrível ameaça fez desaparecer.
Um grito de louvor foi ouvido por todas as nações.
Não pronunciando uma só palavra
O anjo novamente tocou sua trombeta:
Desta vez, versos caíram
Umidecendo de humildade orgulhosos corações.
Poesias cheias de esperança e salvação
Sopraram sonetos
Carregados de amor e afeição…
E nesse milagroso momento,
Eis que nobres e aldeões se abraçaram,
Sem orgulho ou submissão,
Nas ruas, nos bosques,
Nas choupanas e castelos
Agora sem divisão.
.
De: Agamenon Troyan
(machadocultural@gmail.com )
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OLHOS DE CURUMIM
De: Agamenon Troyan
Quando a natureza despertou
Ele adormeceu em devaneios
Bombardeado com os seus encantos.
Despertado ele passou a observá-la
Em cada detalhe
Em cada canto.
Seus olhos: era o sol
A terra: sua pele trigueira
Seus cabelos: as matas
Os rios: o sangue que lhe corria
Seus pulmões: o ar fresco
Sua voz: o vento
A chuva… Seu pranto!
Ele percorreu a floresta
Subitamente, no meio do caminho
A encontrou deserta
A natureza começou a chorar…
Suas lágrimas caíram do céu
Entristecendo o curumim.
Ele apontou sua flecha
E atirou ao infinito…
…Tupã a recolheu
Encontrando uma mensagem:
“Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”
contato? Carlostvcdr@yahoo.com.br
Este poema é parte integrante do meu livro (O ANJO E A TEMPESTADE), publicado pela Editora Nelpa (www.nelpa.com.br) fale com o editor Fernando Rafael (editorial@nelpa.com.br) caso queira comprar um exemplar.
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CHE GUEVARA
O látego do carrasco
Deixou a mostra as veias abertas
De uma América sem líderes,
Cheia de ditadores patéticos
E de déspotas obtusos,
Promíscuos em suas salas de mármore.
Há os que iludem com discursos
E os que mentem sem palavras –
Apoderam-se de mecanismos de tortura
Para espalhar o pânico e o terror.
A América se ergue com a sua mão direita
Que, ensangüentada, deixa-se extinguir,
Cambaleante cai sobre a perna esquerda,
Em repetidos golpes…
O guerrilheiro está morto!
Seu idealismo se tornou sonho,
O sonho transcreveu sua lenda,
A lenda transformou-se em eternidade.
A América de Guevara se perpetua,
Em sua eterna busca
Pelos verdadeiros líderes,
Por sua total e plena liberdade.
Este poema é parte integrante do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan. Ele pode ser adquirido no site da Editora Nelpa (www.nelpa.com.br ) Fale com Fernando (editor) editorial@nelpa.com.br
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ANJO NEGRO
Como um relâmpago
Ela entrou em minha vida,
Tão inesperadamente como saiu.
Não me deixou rastros
E nem carta de despedida,
Meu anjo negro retornou às estrelas.
Suas asas cobriram-me,
Seus lábios devolveram-me a vida.
Retirando-me o gosto amargo de viver,
Meu anjo protegeu-me
Pousando em meu coração.
Meu anjo negro retornou às estrelas
Deixando-me órfão
Para abraçar o meu/seu vazio.
Agora sou um prisioneiro sem cela
Que, ao ser despertado pela luz da manhã,
Busca refúgio ao final do dia
À espera do retorno
Que a noite nega-se a permitir.
Estepoema é part integrante do livro (O ANJO E A TEMPESTADE) Editora Nelpa (www.nelpa.com.br )
Falecom Fernando Rafael (Editor) para comprar seu exemplar. O livro também está sendo vendido na COMPANHIA DOS LIVROS ( www.ciadoslivros.com.br ).
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A inocência, a sabedoria, a esperança e a fé reuniram-se pela última vez. Em pauta: o julgamento da humanidade. Todas chegaram à conclusão de que deveriam abandonar o homem e deixá-lo entregue a própria sorte.
A inocência afirmou:
– O homem sempre soube o que estava fazendo e nunca se responsabilizou por suas barbáries!
A sabedoria enumerou algumas causas que levaram o homem ao seu desfecho:
– Ao descobrir o fogo, o homem sentenciou sua própria existência. Aprendeu a controlar o elemento que o tornaria senhor entre as criaturas. Entretanto, ele usou arbitrariamente (armas atômicas) contra o seu irmão!
A esperança que estava ao lado da fé desabafou:
– E essa criatura que denomina-se “racional” sempre foi incapaz de enxergar a si próprio e ao seu semelhante.
E continuou:
– Até eu mesma senti que não lhe restava mais esperança!
A fé, que até aquele momento se encontrava calada, levantou-se. Convidou a todas para irem até o jardim onde revelaria o seu ponto de vista:
– Quando o homem ainda engatinhava, você o amava, inocência. Contudo, não lhe foi fiel quando ele desviou para o caminho do mal.
Concluiu:
– E você, sabedoria o encheu de novas descobertas e curas. Agora que a criação se rebelou, você a acusa?
– Quanto a você, esperança, sua culpa lhe cai em dobro, pois vivia alimentando-o com falsas promessas.
Todas estavam cabisbaixas ao perceberem sua parcela de culpa. Subitamente elas perguntaram-lhe uníssonas:
– E quanto a você… Qual a sua parcela de culpa?
Com a voz embargada a fé respondeu:
– “A fé remove montanhas…”. Infelizmente a humanidade me outorgou uma missão, que até hoje eu nunca pude cumprir…
Este conto é parte integrante do livro O ANJO E A TEMPESTADE,
de Agamenon Troyan
(Editora Nelpa / www.nelpa.com.br )
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