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O ANJO E A TEMPESTADE (The Angel and the Storm) a poem

Julho 4, 2008 · Deixe um comentário

O ANJO E A TEMPESTADE

Um trovão retumbante ecoou pelo firmamento
 Trazendo consigo mensagens de flagelo e destruição.
 O desespero tomou conta do pequeno vilarejo.
 Seus habitantes, pegos de surpresa, precipitaram-se.
 Os ventos tornaram-se cada vez mais fortes…
 
 Os nobres trancaram-se em seus castelos
 Enquanto a plebe disputava espaço em choupanas.
 O trovão rugia ameaçadoramente
 Apavorando até mesmo o mais valente dos aldeões.

 Os tementes suplicaram aos céus por misericórdia;
 Crianças, sem mácula, jaziam estáticas de pavor.
 O céu escureceu engolindo a claridade,
 As trevas e a escuridão uniram-se pelo mesmo objetivo.
 
 Não se encontrava um só profeta,
 Nem mesmo um cético,
 Apenas futuras vítimas do imutável Armagedon.

 Subitamente um anjo apareceu
 E tocando sua trombeta
 A terrível ameaça fez desaparecer.
 Um grito de louvor foi ouvido por todas as nações.
 
 Não pronunciando uma só palavra
 O anjo novamente tocou sua trombeta:
 Desta vez, versos caíram
 Umidecendo de humildade orgulhosos corações.
 
 Poesias cheias de esperança e salvação
 Sopraram sonetos
 Carregados de amor e afeição…
 
 E nesse milagroso momento,
 Eis que nobres e aldeões se abraçaram,
 Sem orgulho ou submissão,
 Nas ruas, nos bosques,
 Nas choupanas e castelos
 Agora sem divisão.
.
De: Agamenon Troyan
 (machadocultural@gmail.com )

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OLHOS DE CURUMIM (CURUMIM’S EYES)a poem

Julho 4, 2008 · Deixe um comentário

OLHOS DE CURUMIM
              
 De: Agamenon Troyan
 
 Quando a natureza despertou
 Ele adormeceu em devaneios
 Bombardeado com os seus encantos.

 Despertado ele passou a observá-la
 Em cada detalhe
 Em cada canto.

 Seus olhos: era o sol
 A terra: sua pele trigueira
 Seus cabelos: as matas
 Os rios: o sangue que lhe corria
 Seus pulmões: o ar fresco
 Sua voz: o vento
 A chuva… Seu pranto!

 Ele percorreu a floresta
 Subitamente, no meio do caminho
 A encontrou deserta
 A natureza começou a chorar…

 Suas lágrimas caíram do céu
 Entristecendo o curumim.
 Ele apontou sua flecha
 E atirou ao infinito…

 …Tupã a recolheu
 Encontrando uma mensagem:
 “Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem”

contato? Carlostvcdr@yahoo.com.br

Este poema é parte integrante do meu livro (O ANJO E A TEMPESTADE), publicado pela Editora Nelpa (www.nelpa.com.br) fale com o editor Fernando Rafael (editorial@nelpa.com.br) caso queira comprar um exemplar.

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CHE GUEVARA ( a poem about Ernesto Che Guevara)

Julho 4, 2008 · Deixe um comentário

CHE GUEVARA

O látego do carrasco
 Deixou a mostra as veias abertas
 De uma América sem líderes,
 Cheia de ditadores patéticos
 E de déspotas obtusos,
 Promíscuos em suas salas de mármore.

 Há os que iludem com discursos
 E os que mentem sem palavras –
 Apoderam-se de mecanismos de tortura
 Para espalhar o pânico e o terror.

 A América se ergue com a sua mão direita
 Que, ensangüentada, deixa-se extinguir,
 Cambaleante cai sobre a perna esquerda,
 Em repetidos golpes…

 O guerrilheiro está morto!
 Seu idealismo se tornou sonho,
 O sonho transcreveu sua lenda,
 A lenda transformou-se em eternidade.

 A América de Guevara se perpetua,
 Em sua eterna busca
 Pelos verdadeiros líderes,
 Por sua total e plena liberdade.

Este poema é parte integrante do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan. Ele pode ser adquirido no site da Editora Nelpa (www.nelpa.com.br ) Fale com Fernando (editor) editorial@nelpa.com.br

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ANJO NEGRO (Black Angel /poem)

Julho 4, 2008 · Deixe um comentário

ANJO NEGRO

Como um relâmpago
 Ela entrou em minha vida,
 Tão inesperadamente como saiu.

 Não me deixou rastros
 E nem carta de despedida,
 Meu anjo negro retornou às estrelas.

 Suas asas cobriram-me,
 Seus lábios devolveram-me a vida.
 Retirando-me o gosto amargo de viver,
 Meu anjo protegeu-me
 Pousando em meu coração.

 Meu anjo negro retornou às estrelas
 Deixando-me órfão
 Para abraçar o meu/seu vazio.

 Agora sou um prisioneiro sem cela
 Que, ao ser despertado pela luz da manhã,
 Busca refúgio ao final do dia
 À espera do retorno
 Que a noite nega-se a permitir.
Estepoema é part integrante do livro (O ANJO E A TEMPESTADE) Editora Nelpa (www.nelpa.com.br )
Falecom Fernando Rafael (Editor) para comprar seu exemplar. O livro também está sendo vendido na COMPANHIA DOS LIVROS ( www.ciadoslivros.com.br ).

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O JULGAMENTO DA HUMANIDADE (the judgement of the humanity)

Julho 4, 2008 · Deixe um comentário


 A inocência, a sabedoria, a esperança e a fé reuniram-se pela última vez. Em pauta: o julgamento da humanidade. Todas chegaram à conclusão de que deveriam abandonar o homem e deixá-lo entregue a própria sorte.
   A inocência afirmou:
 – O homem sempre soube o que estava fazendo e nunca se responsabilizou por suas barbáries!
   A sabedoria enumerou algumas causas que levaram o homem ao seu desfecho:
 – Ao descobrir o fogo, o homem sentenciou sua própria existência. Aprendeu a controlar o elemento que o tornaria senhor entre as criaturas. Entretanto, ele usou arbitrariamente (armas atômicas) contra o seu irmão!
   A esperança que estava ao lado da fé desabafou:
 – E essa criatura que denomina-se “racional” sempre foi incapaz de enxergar a si próprio e ao seu semelhante.
   E continuou:
 – Até eu mesma senti que não lhe restava mais esperança!
   A fé, que até aquele momento se encontrava calada, levantou-se. Convidou a todas para irem até o jardim onde revelaria o seu ponto de vista:
 – Quando o homem ainda engatinhava, você o amava, inocência. Contudo, não lhe foi fiel quando ele desviou para o caminho do mal.
  Concluiu:
 – E você, sabedoria o encheu de novas descobertas e curas. Agora que a criação se rebelou, você a acusa?
 – Quanto a você, esperança, sua culpa lhe cai em dobro, pois vivia alimentando-o com falsas promessas.
   Todas estavam cabisbaixas ao perceberem sua parcela de culpa. Subitamente elas perguntaram-lhe uníssonas:
 – E quanto a você… Qual a sua parcela de culpa?
   Com a voz embargada a fé respondeu:
 – “A fé remove montanhas…”. Infelizmente a humanidade me outorgou uma missão, que até hoje eu nunca pude cumprir…

 
Este conto é parte integrante do livro O ANJO E A TEMPESTADE,
de Agamenon Troyan
(Editora Nelpa / www.nelpa.com.br )

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Hello world!

Janeiro 25, 2008 · 1 Comentário

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